
Pedro Ferreira dos Santos, mais conhecido como Pedro de Lara (Bom Conselho, 25 de Fevereiro de 1925 – Rio de Janeiro), foi uma personalidade de rádio e televisão brasileiro, de múltiplas atividades que atingiu status de celebridade como jurado de programas de calouros.
No início da década de 70, paralelamente à sua atuação na Rádio Tupi do Rio de Janeiro num quadro em que interpretava sonhos, Pedro passou a fazer parte do júri do Show de Calouros, parte do Programa Silvio Santos. De 1980 em diante, Pedro participou do programa do palhaço Bozo, um grande sucesso da TVS e do SBT durante os anos 80. Pedro era Salsi Fufu, o mais estressado da turma, parceiro de Papai Papudo e Vovó Mafalda.
Como ator, Lara também participou de diversas produções do gênero pornochanchada, durante os anos 1970 e inícios de 1980. Entre esses filmes, destacam-se Emoções sexuais de um cavalo (1986), A máfia sexual (1986), Bonitas e gostosas (1979), As taradas atacam (1978) e As 1001 posições do amor (1978).
Pedro de Lara também foi astrólogo nas revistas Amiga e Sétimo Céu e radialista na Rádio Atual, além de empresário de sua esposa Mag de Lara, escritor, ator e cantor. Em suas próprias palavras: "No meu disco o pau come, é nordestino da bexiga porreta!".
Sua última atuação como jurado se deu no programa Gente que Brilha, do SBT. Nos últimos anos de vida, Pedro de Lara lançou o Livro da Sabedoria, que contém pensamentos como “Todo pai corujão faz do seu filho um bobão” e “Na vida tem que ter estilo, quem não tem, não é isso nem aquilo”.
Em um de seus livros, "A porta Proibida", Pedro fala sobre o comportamento do homem após a criação da primeira porta da humanidade. Vulgaridade, pederastia e outros comportamentos são discorridos sob a ótica do artista.
Pedro de Lara morreu neste último dia 13 de setembro, vítima de câncer de próstata, aos 82 anos. Deixou viúva, Mag de Lara, e quatro filhos.
Escrito por Neilima às 05h07
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Esta charge eu fiz com referência à música do meu ídolo, João Bosco em parceria com seu filho Francisco Bosco, que é "Malabaristas do Sinal Vermelho".
Daqui de cima da laje Se vê a cidade Como quem vê por um vidro O que escapa da mão Uns exilados de um lado Da realidade Outros reféns sem resgate Da própria tensão Quando de noite as pupilas Da pedra dilatam Os anjos partem armados Em bondes do mal Penso naqueles que rezam E nesses que matam Deus e o Diabo disputam A terra do sal Penso nos malabaristas Do sinal vermelho Que nos vidros fechados dos carros Descobrem quem são Uns, justiceiros, reclamam O seu quinhão Outros pagam com a vida Sua porção Todos são excluídos Na grande cidade

Escrito por Neilima às 17h18
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